O gigante

A face da revolução reflete nos olhos do povo envolto pelo ciclo do infortúnio. As olheiras são de cansaço, de tanta repressão. O foco da íris, tal qual cera é sólida ao menor contato com o frio, é de ódio pelos anjos do diabo que circundam a visão torpe. As mãos têm rugas, que, em riste, tentam conter os atos de violência empunhados na nostalgia de uma época tenebrosa. Pernas cansadas pelo andar sem rumo sustentam o corpo curvado de tanto carregar as crias da preguiça. Antes sentado, agora de pé, parte do gigante emana de cada discussão, lágrima, barulho, gritos, choros, combate, e vinagre. Ele começa a caminhar. Resta saber até onde pode ir.

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