Cai o véu

É belo o dia. Como o sol brilha, vangloria quem o louva; retribui os sentimentos, e cobra com o calor. Porém, dali a mais tarde, as nuvens ameaçam banhar a alma, e limpar caminhos. Ela o faz, e o frio então toma conta e amacia a pele de todos. A vida começa a lhe render bons sentimentos, frutos da sabedoria, paixão e amizade são plantados aos montes. A confiança em ti se forma em véu, e passa a lhe compensar em breves momentos de alegria. Acha que conhece tudo, e dá passos descuidados.

Num desses, cai o véu. Os frutos, que via tão bem, e achava serem plantados quanto, são estragados, e só fora perceber na última hora. O véu, que dava a ti a confiança, deixa-te mais vulnerável do que antes. Passa a pensar se não seria a hora de parar de planejar plantar outros frutos, e forjar uma armadura impenetrável. Armadura não cai, 

 

Cai o véu.

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