Arquivo de outubro \17\UTC 2012

Quem és tu?

Tenho, em mim, a labuta do novo. Com os olhos vejo-te sempre, mesmo fechados. Ao simples olhar, e ao toque de suas mãos de seda em véus dourados, ardo-me, estatizo-me. Enquanto o tempo é onda raivosa, sou canoa. E, novamente, estatizo-me, sem remo, sem mãos. Teu olhar radiante e certeiro atravessa-me, e o peito sangra feliz. Arrepios, confissões de si, e a vontade fervilham. O inóspito me controla, aconselha a distância, e o tombo da covardia. A paixão, irrefutável e prateada me corrói.

Em êxtase, fintando-te, pergunto aos seus olhos:

Quem és tu?

Não sei. Apenas quero-te.

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