Sentia

A neblina densa cobre os olhos de quem antes via, sentia, urgia.

Lembrava-se do sol em seu peito, acendendo a chama contida e fria, guardada em seu peito. O tato aguçado buscava um apoio na paixão, mas o ‘não’ paciente, esperava furtivo. Feito a iminência da faísca beirando o rastilho, seu coração esperava o mínimo, e o máximo tendia.

Os braços seguravam o fardo do novo, e o novo buscava um fardo para si. Sentia-se descalço sobre a grama orvalhada, à manhã nublada. Fitava o choroso horizonte, mas não chorava, sorria. A neblina cobria seus olhos, urgia.

Sentia.

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