Borrões

A amargura de que o peito pede e não lhe é concedida, ascende.
As mentes morticíneas de sermões já impostos e engolidos, gritam.
O peito, por sua vez, sufocado pela ânsia de se abrir, cala.
A boca foi má dita, porém clama a verdade reprimida.
Lamúrias por muito gozo, e nenhuma vida.
As grades são focadas, douradas e me pedem abertura.
Afronte, a frente, os meios se exprimem.
A beleza da escriba, o luxo na frege, as retas e espaços…
Reprimem-se por uma mente maior, e pela vontade de bonar-se.
Cheiro de tinta, borrões, e na manchete o unipensamento.

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