A Má Crença


A melancolia se apossa dos que amam, dos que de seres humanos estão fantasiados, porém choram a alma. O momento é de umbral. Os olhos esperançosos, que antes apenas expressavam o puro, foram fechados por um mau-crente. Este, com total direito de interpretação, assim o fez, e recebeu o reflexo de suas ações banhado pelo sangue de seus mártires, e pelo ódio de muitos.

A crença é natural, todos acreditam, todos prospectam. A má crença diz-se pura mas é envolta pelo véu incólume da mentira, tem-lhe sofismas como argumentos, acreditam-lhe o caminho porém levam-te pelo atalho. Derrama sangue e diz ser tinta, faz gritar e diz ser célebre, assusta e diz ser surpresa, traz a morte e diz ser pura.

O sangue foi derramado, e com ele se foi a crença pelo mau-crente.

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