Limite

A criança brincava com a areia da praia nublada, seu castelo urgia o ponto mais alto. Apenas com o toque conseguia prever e imaginar o formato em sua mente. Era genial. Até a mais curvelínea abóboda fora meramente calculada por seu tato febril e suave, as bordas das janelas e as esculturas nas portas ainda estavam interminadas. Suas mãos escavavam ao redor do castelo formando uma defesa espontânea de água, deixou uma fresta de areia à frente da entrada para simular a ponte. A neblina ia cobrindo a base da praia, porém a pureza da criança tangia o medo. Seria a metáfora ideal para o resumo de sua vida…

Levantou-se ao sentir o toque de alguém em seu ombro, sorriu e desmontou o castelo, afinal mais e melhores poderiam ser construídos. Era cega, e não se limitava.

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