Arquivo de dezembro \31\UTC 2010

Tempo para Recomeçar

“…Embora ninguém possa voltar atrás e
fazer um novo começo,
Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim…”
Passagem de um texto de Chico Xavier

Mais um ano se passa, o tempo é contínuo e a vida também. Tentemos a melhoria a cada dia, busquemos primeiro o nosso âmago, depois a nossa meta, e assim encontraremos involuntariamente a felicidade.

Paulo Coelho certa vez mencionou os ”Guerreiros da Luz”, forma metafórica com que presenteou os comuns persistentes, os incomuns desistentes, e os loucos incosenquentes. Todos somos Guerreiros da Luz. A busca pelo saber não é a fuga da escuridão, e sim o proveito de teus erros e o galgar dos teus acertos até a luz. A Espada é teu saber, o escudo é tua fé, e a armadura é tua paixão.

Sempre há um novo caminho para seguirmos, não temamos a angústia antecipada da mudança. Batalhemos até cair, pois a queda é o impulso para o levanto, busquemos a forja da nossa armadura na família, a fusão de nossa espada na persistência e o polimento de nosso escudo na calma, reflita o mal no sentido literal. Use sua mente para refletir o mal, e o escudo o fará espontâneo.

Os meus votos para você são de paz e calma, quem for que seja que esteja lendo, desejo teu bem e o da tua família. Busque sempre a tua felicidade e farás os que te amam felizes. Como término deixo-vos o pensamento de Lísias em um diálogo simples com André Luiz “Há sempre tempo pra  recomeçar..”

Feliz Ano Novo

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A Espada e a Pena

Em uma vila pacata e excluída do norte nipônico, onde a cultura e o hábito eram amenos e disciplinadamente aplicados havia um ritual de transição. O mesmo consistia na escolha da profissão cujo o aldeão faria a partir de seus 21 anos e exerceria até o fim da vida em pról da vila e do seu legado.

Não havia restrição alguma na escolha das tarefas, então invariavelmente as opções de afazeres iam se esvaindo. E naquela tarde rósea de Janeiro, quando o sol já se escondia por trás da mais alta roseira da mais alta montanha, um jovem magro, porém audaz fora o último a escolher dentre suas opções.

O mesmo jovem se aproximou do sábio da vila, que tomado pelo êxtase digno de Oráculo de Delfos estava de olhos fechados e sentado num tapete branco, com dois objetos nas mãos. “Pois bem meu jovem, restaram apenas estes dois objetos, cujos quais representam a função que exercerá em pról da nossa vila até o fim de sua vida.” Passou a palma da mão superficialmente por cima dos objetos e então levantando a mão que segurava uma espada, continuou. ” Com esta espada, exercerá a função protetora da vila. Se és brávio e esmero seu nome entrará para a história de nossa vila, e deixará um brilhante legado.”

O jovem o olhava atentamente. O sábio então, levantou a mão que segurava a pena-escriba e disse. “Com esta pena, serás o mais sensato e sábio da vila, se és sedento pelo saber e pela expansão das ideias, terá a prazerosa tarefa de passar a história para os papeis, e dos papeis para nossos filhos, e de nossos filhos para nossos netos… ”
Finalmente o jovem olhou para o sábio e bradou. “Pela bravura e paz, guardarei esta espada em meu coração; Pela sensatez e sabedoria, a pena ficará abrigada em minha mente. SEREI a história. CONTAREI a história.”

E assim o sábio declarou-o o primeiro emigrante da pacata e excluída ilhota. Fora o primeiro que, ao contrário do que imaginam, não saiu da Vila com o ódio e abandono, e sim por amor a si e à expansão de sua alma.

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